Paulistano Luiz Oliveira será o porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude


Anúncio foi feito pelo Comitê Olímpico do Brasil nesta terça-feira, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Bronze de Servílio no boxe em 1968 completa 50 anos em outubro

A história da família Oliveira ganhou nesta terça-feira mais um capítulo olímpico. Capricho do destino, o sangue do clã volta aos Jogos 50 anos depois de Servílio de Oliveira. É que Luiz, o Bolinha, de apenas 17 anos e neto do ex-pugilista, irá participar da Olimpíada da Juventude, em Buenos Aires, e foi anunciado como o porta-bandeira da delegação que vai defender o Brasil a partir do dia 6. Ele também é boxeador e traz de volta aos ringues a trajetória do avô, um dos heróis do esporte brasileiro.

“É uma honra muito grande para mim. Estou muito feliz pela homenagem e pela possibilidade de dar prosseguimento na história do meu avô. Quero seguir aumentando essa trajetória da família Oliveira na Olimpíada”

 

Servílio foi o primeiro medalhista olímpico do boxe do país, na edição dos Jogos na Cidade do México, em outubro de 1968. Exatamente 50 anos depois do bronze do avô, Luiz Oliveira é o atual campeão continental e bronze no último Mundial Júnior. Para homenagear a data comemorativa e os feitos da família, o COB deu ao paulista a honra de conduzir a bandeira brasileira na cerimônia de abertura, no próximo dia 6, em Buenos Aires.

Pego de surpresa, Luiz não sabia o que dizer direito com a escolha. Agradeceu ao COB e lembrou a responsabilidade que tem ao carregar o sobrenome Oliveira e trazer de volta à Olimpíada os passos do avô, que até Londres 2012 era o único brasileiro com medalha olímpica no boxe. Marco Laporta contou como foi a escolha.

“Para este ano foi mais fácil essa escolha do porta-bandeira. Um evento grande, histórico, completará 50 anos em 2018. Teremos os 50 anos da medalha do Servílio de Oliveira no boxe em 1968, na Cidade do México, então escolhemos o seu neto, campeão continental e bronze no Mundial, para carregar nosso pavilhão”

O anúncio foi feito no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em frente a Arena Carioca 2. Ali, o Comitê Olímpico do Brasil também tirou a foto oficial da delegação brasileira, um registro para a posteridade. O Time Brasil embarca para a Argentina cheio de expectativa e com 79 atletas, menor número em todas as edições dos Jogos da Juventude. Ao todo, 4000 atletas, de 205 países, disputarão 36 modalidades, entre elas o basquete 3×3 e até mesmo o futsal, que ainda briga para se tornar olímpico.

Ao contrário de Nanquim 2014, na China, quando os Jogos foram recheados de luxo e com uma cerimônia de abertura digna da Olimpíada adulta, na Argentina a organização escolheu um caminho diverso. Cortou custos orientada pela Agenda 2020, do COI, e por falta de recursos optou por uma cerimônia de abertura a céu aberto. A Vila Olímpica também foi construída em um bairro humilde e servirá de habitação popular em seguida. O povo argentino abraçou a causa e até o fim da última semana mais de 600 mil ingressos haviam sido comercializados.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/jogos-olimpicos-da-juventude/noticia/neto-de-servilio-luiz-oliveira-sera-o-porta-bandeira-do-brasil-na-abertura-em-buenos-aires.ghtml

 

 

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